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Publicado em: 27 de agosto de 2025

Foto Quando a marca vira o nome do produto: o poder de ser inesquecível

Quando a marca vira o nome do produto: o poder de ser inesquecível

Você já pediu um cotonete na farmácia — e não necessariamente da marca cotonete? Já falou que vai comprar maizena, mesmo quando o que tem na prateleira é um “amido de milho saborosamente genérico”? Pois é. Isso tem um nome (e não é só “mania do brasileiro”): é quando a marca faz tanto, tão bem e por tanto tempo, que ela ultrapassa o rótulo e vira sinônimo do próprio produto.

Essa é a mágica do branding bem feito.

Gillette, Kodak, Rímel… quais outras marcas você conhece?

Vamos falar de alguns clássicos que conquistaram esse feito quase mitológico do marketing.

 

Gillette: virou o nome da lâmina de barbear. Pode ser de qualquer marca — até uma super premium com nome europeu chique — que muita gente ainda chama de gilette.

Kodak: ok, ela não é mais onipresente como nos anos 90, mas seu nome ainda é símbolo de fotografia. Um “momento Kodak”, aliás, é expressão viva da marca na cultura pop.

Rímel: essa é curiosa. Na verdade, Rimmel é o sobrenome do inventor do produto e nome da marca original. Mas aqui no Brasil, virou o nome do item todo. Ninguém fala “máscara de cílios” — só na propaganda de beleza.

Cotonete: da Johnson & Johnson, que não só criou um item de uso diário como fez o nome dele grudar na memória de todo mundo. E mesmo com concorrentes de tudo quanto é tipo, o bastãozinho de algodão continua sendo cotonete.

Maizena: amido de milho? Não. É Maizena. Sempre foi. E vai continuar sendo. Mesmo que o pacote seja amarelo de outra marca, nossa cabeça preenche automaticamente com o nome original.

 

O segredo? Não é sorte. É construção.

Essas marcas não chegaram nesse status porque deram sorte ou porque lançaram um produto genial. Elas martelaram sua mensagem, foram consistentes e entenderam profundamente como se conectar com o público.

Ficaram anos na TV, nos jornais, nas rádios, nas prateleiras — e, principalmente, na memória das pessoas.

E mais: elas não se contentaram em ser só “boas”. Elas foram as primeiras. Ou se não foram, se posicionaram como tal. E repetiram, repetiram, repetiram. Sempre com o mesmo tom, a mesma proposta, a mesma promessa.

Mas e as outras marcas? Só imitam?

É aí que entra um fenômeno curioso: o parasitismo de marca — ou, se quiser falar bonito, look-alike packaging. É quando marcas genéricas copiam o visual, as cores, até os nomes parecidos com a original, tentando pegar carona na lembrança que o consumidor já tem.

Só que tem um detalhe: lembrança não se copia. Você pode parecer, mas se não tiver a mesma consistência, a mesma narrativa e o mesmo posicionamento, nunca vai ser a marca que vem primeiro na cabeça.

 

O que sua marca pode aprender com isso?

Você não precisa (e nem deve) copiar quem já está no topo. O que você precisa é de constância, posicionamento claro e coragem para repetir sua mensagem até ela colar.

Não é sobre gritar. É sobre repetir com estratégia.

Não é sobre parecer com o outro. É sobre ser você, com tanto foco e verdade que ninguém mais esquece.

Se você quiser construir uma marca que gruda na memória das pessoas — e quem sabe, um dia, virar sinônimo do seu produto — o caminho é esse: estratégia, repetição e autenticidade.

Quer saber por onde começar? Chama a Priory e vamos juntos tornar a sua marca inesquecível.

 

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