Publicado em: 2 de setembro de 2025

Marketing de Oportunidade x Reputação da Marca: até onde vale surfar a onda?
Nós vivemos em um tempo em que tudo — absolutamente tudo — pode virar marketing.
Se viralizou, tem marca tentando entrar na conversa. E eu entendo. O tal do marketing de oportunidade é tentador. É rápido, é barato (às vezes) e pode render milhões de impressões.
Mas me diz uma coisa: vale tudo por alcance?
Essa pergunta me atravessou com força depois de ver dois casos recentes que ilustram perfeitamente os dois lados da moeda. Um onde a onda foi surfada com leveza e o outro… bem, com holofotes e questionamentos de reputação.
Case 1: o caso no show que virou marketing (e crise)
Você provavelmente viu o vídeo que explodiu nas redes: um CEO de uma empresa flagrado abraçando uma funcionária num show do Coldplay. A situação envolvendo a suposta traição exposta no evento causou grande impacto na reputação da empresa Astronomer e em seus envolvidos, especialmente o CEO, Andy Byron, e a diretora de RH, Kristin Cabot. A exposição pública do caso, com a repercussão do vídeo nas redes sociais, levou ambos à renúncia do cargo. Além da crise pessoal, a reputação da marca foi abalada, com questionamentos sobre a conduta ética dos líderes e a cultura da empresa, apesar da atenção midiática recebida.
Case 2: Bruno Mars e o show no Brasil — quando tudo encaixa
Agora, vamos falar de um exemplo que aqueceu o coração (e os dashboards de engajamento): o show do Bruno Mars no Brasil.
O cantor virou febre nacional, com fãs batizando-o de “Bruninho”, memes exaltando seu carisma e vídeos mostrando seu amor pelo público brasileiro.
Foi aí que as marcas — e aí, sim, as boas marcas — souberam agir com criatividade e respeito ao momento.
Postagens celebrando a vinda do artista, cupons temáticos, produtos especiais e até tweets brincando com os memes do show. Tudo com tom leve, alinhado com a personalidade da marca, sem forçar a barra nem usar polêmicas alheias. Resultado? Conexão. Engajamento. Afeto.
Esse é o ponto: marketing de oportunidade funciona quando é genuíno. Quando não fere. Quando soma, não se aproveita.
O marketing de agora pede mais que timing — pede critério.
Sim, o tempo real é uma delícia. Dá aquela sensação de que a marca é esperta, antenada, humana. Mas deixa eu te dizer uma coisa que repito para muitos dos meus clientes: nem toda onda foi feita para você surfar.
Se a piada envolve sofrimento, demissão, vida pessoal de alguém ou crises sociais, talvez o melhor posicionamento seja o silêncio.
Agora, se a conversa é leve, cultural, divertida e conecta com seus valores, mergulha com tudo.
Em resumo:
Oportunidade não pode vir antes de coerência.
Alcance não paga reputação ferida.
Storytelling é diferente de oportunismo.
E marketing, no fim do dia, é sobre construir algo que dure — e não só aparecer por 24 horas nos stories.
Se você quer uma marca que se conecta de verdade, com responsabilidade e criatividade, o segredo não é estar em todas.
É saber em quais vale a pena estar.
E desse assunto, nós da Priory, entendemos! Vamos conversar?
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